segunda-feira, maio 28, 2012

|Especialista| - 10 dicas de organização com múltiplos!!!

Para começar a semana com o pé direito hoje o post é sobre organização
Mas não uma organização de armários ou gavetas e sim organização de tarefas no dia a dia das mães de múltiplos, sejam eles gêmeos ou não. A Verônica do Ateliê Ordenar, nossa queridíssima parceira aqui no blog é uma verdadeira heroína no que se refere a cuidar de duas crianças, sozinha e com muita criatividade! 
Ela é mãe solteira de um casal de gêmeos, trabalha pra caramba e ainda encontra tempo de compartilhar com a gente seus textos sempre bem humorados sobre o universo organizer. Com vcs Verônica Cavalcanti!!!



Não tenho dúvida que mães de múltiplos, sejam eles naturais ou não, são mulheres escolhidas por Deus. Isso não desmerece em nenhum momento aquelas que tem um filho somente ou pariram um de cada vez. Nós mães de múltiplos precisamos ter qualidades natas que as demais conquistam no dia a dia, sem pressa, calmamente, serenamente e naturalmente. Nós, querendo ou não, queimamos várias etapas, e o tempo dessa capacitação, já passa a contar ainda na gravidez. 
A gente corre pra se cuidar, corre pra arrumar o quarto, corre pra fazer o enxoval, muito, mas muito antes das demais. Isso porque tudo é incerto nesse tipo de gravidez e imprevistos são factíveis de acontecer. 
Assim, eu, que me vi grávida de gêmeos, aos 35 anos e mãe solteira, tive uma preparação absurda com eles ainda na minha barriga. Ser mãe de múltiplos exige ter qualidades específicas, como praticidade, agilidade, raciocínio rápido, desprendimento e por que não, organização! Sim, organização! Pode não ser como eu “a louca da organização” mas tem que ter um mínimo, ou ser organizada em alguns quesitos como, com as coisas das crianças, com a rotina delas, mas não com tudo, como eu sou! É difícil e tarefa interminável para quem tem múltiplos! Bem, pensando em tudo o que vivi nesses seis anos de vida dos meus filhotes, deixo aqui neste post, conselhos pra quem está aí, grávida e com uma super população na barriga. Atenção, são eles:
1-   Não caia nos “engodos” dos marketings de bebês. Compre o que for prático para vc. Nem sempre o mais bonito é prático para acompanhar a rotina de dois, três ou mais. Aqui em casa por exemplo, abri mão dos lindos potinhos e garrafas térmicas com tampa de rosca para água morna, algodão, cotonetes etc e substitui por ridículos e baratos potes de levantar a tampa ou aqueles com tampa flip top, até o shampoo, tipo paliteiro de mesa da linha Coza. Deu tão certo que até hj ele é campeão aqui em casa, e o incluo nas viagens;
2-   Lembre-se que dividiram a barriga, portanto, vão dividir tudo fora dela também. A atenção, a paciência, as roupas, os sapatos etc. Compre peças coordenáveis, mesmo quando o sexo é diferente. Se for criteriosa, dá pra aproveitar!
3-   Aqui em casa, são um casal de gêmeos, mas quando são do mesmo sexo, a vida fica mais fácil, até pelo menos os dois anos, quando não é necessário separar roupas. Tudo pode ser de todos ou todas. Depois dos dois anos, algumas características ressaltam e os gostos pelas cores começam a despontar, então, começa-se a definir gavetas para cada um deles. Agora, se vc como eu é mãe de múltiplos de sexo diferente, te digo, vai gastar muuuuuuuuuuuuito mais, tempo e dinheiro, mas vamos que vamos!
4-   Programe festas com temas únicos, mesmo que os múltiplos sejam de sexos diferentes. Aqui em casa os temas foram: 1 ano – João e Maria (conto infantil), 2 anos – Cocoricó, 3 anos – Toy Story, 4 anos – Peter Pan e Sininho, 5 anos – Turma da Mônica e só dividi mesmo aos seis anos, quando eles insistiram, mas se fossem do mesmo sexo, tenho certeza, emplacaria toda uma vida de temas únicos;
5-   Acostume-se a vê-los chorar, somos únicas para muitos. Ao contrário dos filhos únicos, filhos múltiplos choram, esperneiam e acabam por se acostumar a esperar desde novinhos. Lembro que quando eu passeava com eles sozinha na rua, uma vez uma mãe me perguntou como eu fazia quando os dois choravam. Eu rapidamente respondi “ué, um continua chorando”. É isso mesmo! A prioridade é o mais estressado do momento!
6-   Não esqueça nunca que apesar de terem sido concebidos num mesmo momento, nascidos com minutos de diferença, eles são seres diferentes, com temperamentos, tons de voz, questionamentos, comportamentos e escolhas, muitas vezes opostas. Portanto, evite compará-los e usar um de exemplo para o outro, principalmente negativo;
7-   Aprenda que é fato! Múltiplos se “rendem” o tempo todo! Se um está doente, assim que passar o outro ficará doente. Se uma fralda está suja, quando vc terminar de trocar, a outra também estará, e por aí vai, a ligação deles transcende qq explicação do mundo real;
8-   Sorteios e rodízios funcionam muito bem para quem tem múltiplos. Seja na hora da televisão, do banho, de fazer o dever de casa, de jogos eletrônicos, ou o que mais precisar desses recursos. Use e abuse deles e criará adultos pacientes e conscientes de que, seu limite acaba quando começa o do outro.
9-   Costumo dizer que somos um time, portanto andamos sempre juntos e cedemos quando um quer fazer uma coisa e o outro não. Como sou só com os dois, um fim de semana rola um programa de menino, no outro, será de menina, mas sempre, sempre estaremos juntos, é a nossa filosofia e time que joga junto, sempre ganha, né não??
10-               Por último, sou contra essa coisa de vestir igual etc e tal. Acho esquisito. Na verdade são pessoas diferentes, mesmo que idênticas, porque vestidas iguais, então?? Mas euzinha, mãe de um casal de gêmeos, faço uso da mesma cor de roupa dos dois em festinhas ou lugares públicos por exemplo, a fim de facilitar minha visualização à distância. Funciona que é uma beleza, ainda mais as cores berrantes!

Bem, fiquem com as diquinhas  de uma mãe de gêmeos que já se desesperou muito, e que agora, navega em mares tranqüilos com os amores da vida, cujos nomes, delicadamente escolhidos Alice e Daniel!

http://www.atelieordenar.com.br/
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sexta-feira, maio 25, 2012

|Desenvolvimento Infantil| - A Cólica do bebê?!

Hoje quero compartilhar com vcs um trecho do livro “Un regalo para toda la vida- Guía de la lactancia materna” de Carlos González que, infelizmente, não tive a oportunidade de ler quando estava grávida e nem quando Ana Luiza tinha 1, 2 ou 3 meses, por isso faço questão de trazê-lo para vcs.
O fato é que instintivamente sempre a mantive no peito, no colo, no sling quase que o tempo todo e curiosamente ela não teve a tão famosa cólica. (Tudo bem que eu nos seus 3 primeiros meses também não comi chocolate, feijão e outros alimentos tido como vilões que causam cólicas, embora seja comprovado cientificamente que não existe uma relação alimentação mãe X cólica no bebê, mas também não me custava tão caro assim abrir mão desses alimentos e dar essa ajudinha à natureza em nome da boa e velha crendice, rsrsrsrsrs!!!)
Então, para aquelas que estão grávidas já irem se preparando e para aquelas que estão com os bebezinhos “pequetitos” ainda terem tempo de mudarem o comportamento...
É um pouquinho grande mas vale muuuuuuito a pena ler!!!
bjs
Fonte Imagem: Google
Os bebês ocidentais costumam chorar bastante durante os primeiros meses, o que se conhece como cólica do lactente ou cólica do primeiro trimestre. Cólica é a contração espasmódica e dolorosa de uma víscera oca; há cólicas dos rins, da vesícula e do intestino. Como o lactente não é uma vesícula oca e o primeiro trimestre muito menos, o nome logo de cara não é muito feliz. Chamavam de cólica porque se acreditava que doía a barriga dos bebês; mas isso é impossível saber. A dor não se vê, tem de ser explicada pelo paciente. Quando perguntam a eles: “por que você está chorando?”, os bebês insistem em não responder; quando perguntam novamente anos depois, sempre dizem que não se lembram. Então ninguém sabe se está doendo a barriga, ou a cabeça, ou as costas, ou se é coceira na sola dos pés, ou se o barulho está incomodando, ou simplesmente se estão preocupados com alguma notícia que ouviram no rádio. Por isso, os livros modernos frequentemente evitam a palavra cólica e preferem chamar de choro excessivo na infância. 
É lógico pensar que nem todos os bebês choram pelo mesmo motivo; alguns talvez sintam dor na barriga, mas outro pode estar com fome, ou frio, ou calor, e outros (provavelmente a maioria) simplesmente precisam de colo.
Tipicamente, o choro acontece sobretudo à tarde, de seis às dez, a hora crítica. Às vezes de oito à meia-noite, às vezes de meia-noite às quatro, e alguns parecem que estão a postos vinte e quatro horas por dia. Costuma começar depois de duas ou três semanas de vida e costuma melhorar por volta dos três meses (mas nem sempre).
Quando a mãe amamenta e o bebê chora de tarde, sempre há alguma alma caridosa que diz: “Claro! De tarde seu leite acaba!”. Mas então, por que os bebês que tomam mamadeira têm cólicas? (a incidência de cólica parece ser a mesma entre os bebês amamentados e os que tomam mamadeira). Por acaso há alguma mãe que prepare uma mamadeira de 150 ml pela manhã e de tarde uma de 90 ml somente para incomodar e para fazer o bebê chorar? Claro que não! As mamadeiras são exatamente iguais, mas o bebê que de manhã dormia mais ou menos tranquilo, à tarde chora sem parar. Não é por fome!
“Então, por que minha filha passa a tarde toda pendurada no peito e por que vejo que meus peitos estão murchos?” Quando um bebê está chorando, a mãe que dá mamadeira pode fazer várias coisas: pegar no colo, embalar, cantar, fazer carinho, colocar a chupeta, dar a mamadeira, deixar chorar (não estou dizendo que seja conveniente ou recomendável deixar chorar, só digo que é uma das coisas que a mãe poderia fazer). A mãe que amamenta pode fazer todas essas coisas (incluindo dar uma mamadeira e deixar chorar), mas, além disso, pode fazer uma exclusiva: dar o peito. A maioria das mães descobrem que dar de mamar é a maneira mais fácil e rápida de acalmar o bebê (em casa chamamos o peito de anestesia), então dão de mamar várias vezes ao longo da tarde. Claro que o peito fica murcho, mas não por falta de leite, mas sim porque todo o leite está na barriga do bebê. O bebê não tem fome alguma, pelo contrário, está entupido de leite.
Se a mãe está feliz em dar de mamar o tempo todo e não sente dor no mamilo (se o bebê pede toda hora e doem os mamilos, é provável que a pega esteja errada), e se o bebê se acalma assim, não há inconveniente. Pode dar de mamar todas as vezes e todo o tempo que quiser. Pode deitar na cama e descansar enquanto o filho mama. Mas claro, se a mãe está cansada, desesperada, farta de tanto amamentar, e se o bebê está engordando bem, não há inconveniente que diga ao pai, à avó ou ao primeiro voluntário que aparecer: “pegue este bebê, leve para passear em outro cômodo ou na rua e volte daqui a duas horas”. Porque se um bebê que mama bem e engorda normalmente, mama cinco vezes em duas horas e continua chorando, podemos ter razoavelmente a certeza de que não chora de fome (outra coisa seria um bebê que engorda muito pouco ou que não estava engordando nada até dois dias atrás e agora começa a se recuperar: talvez esse bebê necessite mamar muitíssimas vezes seguidas). E sim, se pedir para alguém levar o bebê para passear, aproveite para descansar e, se possível, dormir. Nada de lavar a louça ou colocar em dia a roupa para passar, pois não adiantaria nada.
Às vezes, acontece de a mãe estar desesperada por passar horas dando de mamar, colo, peito, colo e tudo de novo. Recebe seu marido como se fosse uma cavalaria: “por favor, faça algo com essa menina, pois estou ao ponto de ficar doida”. O papai pega o bebê no colo (não sem certa apreensão, devido às circunstâncias), a menina apoia a cabecinha sobre seu ombro e “plim” pega no sono. Há várias explicações possíveis para esse fenômeno. Dizem que nós homens temos os ombros mais largos, e que se pode dormir melhor neles. Como estava há duas horas dançando, é lógico que a bebê esteja bastante cansada. Talvez precisasse de uma mudança de ares, quer dizer, de colo (e muitas vezes acontece o contrário: o pai não sabe o que fazer e a mãe consegue tranquilizar o bebê em segundos).
Tenho a impressão (mas é somente uma teoria minha, não tenho nenhuma prova) de que em alguns casos o que ocorre é que o bebê também está farto de mamar. Não tem fome, mas não é capaz de repousar a cabeça sobre o ombro de sua mãe e dormir tranqüilo. É como se não conhecesse outra forma de se relacionar com sua mãe a não ser mamando. Talvez se sinta como nós quando nos oferecem nossa sobremesa favorita depois de uma opípara refeição. Não temos como recusar, mas passamos a tarde com indigestão. No colo da mamãe é uma dúvida permanente entre querer e poder; por outro lado, com papai, não há dúvida possível: não tem mamá, então é só dormir.
Minha teoria tem muitos pontos fracos, claro. Para começar, a maior parte dos bebês do mundo estão o dia todo no colo (ou carregados nas costas) de sua mãe e, em geral, descansam tranquilos e quase não choram. Mas talvez esses bebês conheçam uma outra forma de se relacionar com suas mães, sem necessidade de mamar. Em nossa cultura fazemos de tudo para deixar o bebê no berço várias horas por dia; talvez assim lhes passemos a idéia de que só podem estar com a mãe se for para mamar.
Porque o certo é que a cólica do lactente parece ser quase exclusiva da nossa cultura. Alguns a consideram uma doença da nossa civilização, a consequência de dar aos bebês menos contato físico do que necessitam. Em outras sociedades o conceito de cólica é desconhecido. Na Coreia, o Dr. Lee não encontrou nenhum caso de cólica entre 160 lactentes. Com um mês de idade, os bebês coreanos só passavam duas horas por dia sozinhos contra as dezesseis horas dos norteamericanos. Os bebês coreanos passavam o dobro do tempo no colo que os norteamericanos e suas mães os atendiam praticamente sempre que choravam. As mães norteamericanas ignoravam deliberadamente o choro de seus filhos em quase a metade das vezes.
No Canadá, Hunziker e Barr demonstraram que se podia prevenir a cólica do lactente recomendando às mães que pegassem seus bebês no colo várias horas por dia. É muito boa idéia levar os bebês pendurados, como fazem a maior parte das mães do mundo. Hoje em dia é possível comprar vários modelos de carregadores de bebês nos quais ele pode ser levado confortavelmente em casa e na rua. Não corra para colocar o bebê no berço assim que ele adormecer; ele gosta de estar com a mamãe, mesmo quando está dormindo. Não espere que o bebê comece a chorar, com duas ou três semanas de vida, para pegá-lo no colo; pode acontecer de ter “passado do ponto” e nem no colo ele se acalmar. Os bebês necessitam de muito contato físico, muito colo, desde o nascimento. Não é conveniente estarem separados de sua mãe, e muito menos sozinhos em outro cômodo. Durante o dia, se o deixar dormindo um pouco em seu bercinho, é melhor que o bercinho esteja na sala; assim ambos (mãe e filho) se sentirão mais seguros e descansarão melhor.
A nossa sociedade custa muito a reconhecer que os bebês precisam de colo, contato, afeto; que precisam da mãe. É preferível qualquer outra explicação: a imaturidade do intestino, o sistema nervoso... Prefere-se pensar que o bebê está doente, que precisa de remédios. Há algumas décadas, as farmácias espanholas vendiam medicamentos para cólicas que continham barbitúricos (se fazia efeito, claro, o bebê caía duro). Outros preferem as ervas e chás, os remédios homeopáticos, as massagens. Todos os tratamentos de que tenho notícia têm algo em comum: tem de tocar no bebê para dá-lo. O bebê está no berço chorando; a mãe o pega no colo, dá camomila e o bebê se cala. Teria se acalmado mesmo sem camomila, com o peito, ou somente com o colo. Se, ao contrário, inventassem um aparelho eletrônico para administrar camomila, ativado pelo som do choro do bebê, uma microcâmera que filmasse o berço, um administrador que identificasse a boca aberta e controlasse uma seringa que lançasse um jato de camomila direto na boca... Acredita que o bebê se acalmaria desse modo? Não é a camomila, não é o remédio homeopático! É o colo da mãe que cura a cólica.
Taubman, um pediatra americano, demonstrou que umas simples instruções para a mãe (tabela 1) faziam desaparecer a cólica em menos de duas semanas. Os bebês cujas mães os atendiam, passaram de uma média de 2,6 horas ao dia de choro para somente 0,8 horas. Enquanto isso, os do grupo de controle, que eram deixados chorando, choravam cada vez mais: de 3,1 horas passaram a 3,8 horas. Quer dizer, os bebês não choram por gosto, mas porque alguma coisa está acontecendo. Se são deixados chorando, choram mais, se tentam consolá-los, choram menos (uma coisa tão lógica! Por que tanta gente se esforça em nos fazer acreditar justo no contrário?).

Tabela 1 – Instruções para tratar a cólica, segundo Taubman (Pediatrics 1984;74:998)
1- Tente não deixar nunca o bebê chorando.
2- Para descobrir por que seu filho está chorando, tenha em conta as seguintes possibilidades:
a- O bebê tem fome e quer mamar.
b- O bebê quer sugar, mesmo sem fome.
c- O bebê quer colo.
d- O bebê está entediado e quer distração.
e- O bebê está cansado e quer dormir.


3- Se continuar chorando durante mais de cinco minutos com uma opção, tente com outra.
4- Decida você mesma em qual ordem testará as opções anteriores.
5- Não tenha medo de superalimentar seu filho. Isso não vai acontecer.
6- Não tenha medo de estragar seu filho. Isso também não vai acontecer.

No grupo de controle, as instruções eram: quando o bebê chorar e você não souber o que está acontecendo, deixe-o no berço e saia do quarto. Se após vinte minutos ele continuar chorando, torne a entrar, verifique (um minuto) que não há nada, e volte a sair do quarto. Se após vinte minutos ele continuar chorando etc. Se após três horas ele continuar chorando, alimente-o e recomece.

As duas últimas instruções do Dr. Taubman me parecem especialmente importantes: é impossível superalimentar um bebê por oferecer-lhe muita comida (que o digam as mães que tentam enfiar a papinha em um bebê que não quer comer); e é impossível estragar um bebê dando-lhe muita atenção. Estragar significa prejudicá-lo. Estragar uma criança é bater nela, insultá-la, ridicularizá-la, ignorar seu choro. Contrariamente, dar atenção, dar colo, acariciá-la, consolá-la, falar com ela, beijá-la, sorrir para ela são e sempre foram uma maneira de criá-la bem, não de estragá-la.
Não existe nenhuma doença mental causada por um excesso de colo, de carinho, de afagos... Não há ninguém na prisão, ou no hospício, porque recebeu colo demais , ou porque cantaram canções de ninar demais para ele, ou porque os pais deixaram que dormisse com eles. Por outro lado, há, sim, pessoas na prisão ou no hospício porque não tiveram pais, ou porque foram maltratados, abandonados ou desprezados pelos pais. E, contudo, a prevenção dessa doença mental imaginária, o estrago infantil crônico , parece ser a maior preocupação de nossa sociedade. E se não, amiga leitora, relembre e compare: quantas pessoas, desde que você ficou grávida, avisaram da importância de colocar protetores de tomada, de guardar em lugar seguro os produtos tóxicos, de usar uma cadeirinha de segurança no carro ou de vacinar seu filho contra o tétano? Quantas pessoas, por outro lado, avisaram para você não dar muito colo, não colocar para dormir na sua cama, não acostumar mal o bebê?

Fonte: Lee K. The crying pattern of Korean infants and related factors. Dev Med Child Neurol. 1994; 36:601-7
Hunziker UA, Barr RG. Increased carrying reduces infant crying: a randomized controlled trial. Pediatrics 1986;77:641-8
Taubnan B. Clinical trial of treatment of colic by modification of parent-infant interaction.
Pediatrics 1984;74:998-1003
 

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terça-feira, maio 15, 2012

|Especialista| - Confirmando a gravidez!!!

O nosso post de hj é a preciosa colaboração da Denise Gurgel, que faz um trabalho maravilhoso com as mães e seus bebês, a shantala. Aproveitem a delícia de texto que ela preparou para nós!

Você fez o teste de farmácia, deu positivo! E agora, o quê fazer?!


Fonte Imagem: Google
Em seguida vc deverá marcar uma consulta com o seu ginecologista para confirmar a gestação através do exame Beta HCG. É um exame simples, com a coleta de seu sangue onde será avaliada a quantidade do hormônio no qual a gravidez será confirmada.

Essa fase é uma delícia, são sentimentos de emoção que tomam conta da vida do casal. Por isso, é normal ter uma ansiedade também.

Com o positivo vem uma nova fase e a aquela famosa pergunta: Será que serei uma boa mãe?

Tenho uma boa notícia para te dar, sim, vc será uma boa mãe! Mas saiba que essa pergunta sempre fará parte dos seus questionamentos como mãe, até quando vc for avó.

Para gestar com saúde o ginecologista solicitará alguns exames após confirmada a gestação. Essa bateria de exames é muito importante e, em geral, é composta de: hemograma completo, tipagem sanguínea, exame de urina eparasitólogico de fezes, sorologia para sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, hepatite, HIV... Ainda tem alguns como papanicolau e ultrasom transvaginal.

Parece um montão de coisas mas, fique tranquila. A gravidez é uma fase normal na vida da mulher, vc não está doente porque está grávida. É apenas um momento especial!


Denise Gurgel é fisioterapeuta materno infantil especialista em Shantala
www.cursoshantala.com.br
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segunda-feira, maio 07, 2012

|Eventos| - em homenagem ao Dia das Mães: Mitos e verdades sobre fertilidade!!!

O Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or vai presentear as mulheres que buscam o sonho da maternidade com o evento gratuito Dia das (Futuras) Mamães, no dia 19 de maio, sábado, no auditório do MD.X Barra Medical Center, das 10h às 12h.

A especialista em reprodução humana e diretora médica da clínica, Dra. Maria Cecília Erthal, vai apresentar a palestra “Fertilidade feminina”, abordando as principais causas de infertilidade entre as mulheres, os cuidados com hábitos nocivos à saúde reprodutiva e o que há de mais moderno hoje em reprodução assistida para ajudar os casais com dificuldades para engravidar. A alimentação inadequada, uma das vilãs da fertilidade, também será tema de palestra da nutricionista Tatiana Rom, especialista no acompanhamento de mulheres que enfrentam o problema.

Além disso, todos os participantes receberão uma entrevista com avaliação e aconselhamento sobre fertilidade, que será agendada após o encontro. O evento é gratuito e as vagas são limitadas. Inscrições e mais informações pelos telefones (21) 2484-8564 e 2429-6140, ou pelo site www.vidafertil.com.br.


Compartilhem com outras mulheres para que elas consigam realizar o sonho da maternidade!!!

Bjs 
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sexta-feira, maio 04, 2012

|Gravidez| - Momentos ideais no planejamento da gravidez!!!

Olá pesoal, tudo bem?!
A gravidez é, sem dúvida alguma, um momento de muitas alegrias e de descobertas diárias mas também de muitas perguntas.

Será um momento de uma série de tomadas de decisões e, nove meses passarão bem rápido!

Pensando nisso resolvi listar algumas dicas sobre os momentos ideais para organizar o planejamento da gravidez para que essa fase de sensações e experiências se torne ainda mais especial!

Espero que gostem!!!

Até mais...

Fonte da Imagem: Google

 
CURSOS:
  • Cuidados com o bebê – depois da 32ª semana
  • Aleitamento Materno – por volta da 30ª semana 
ARQUITETURA:
  • Tudo deverá estra pronto até o final do 6º mês de gestação (24 semanas) e início do 7º mês (28 semanas)
CHÁ DE BEBÊ:
  • Entre o 6º e o 7º mês (24 a 28 semanas)
ENXOVAL:
  • Puericultura Pesada – 4º mês (16 semanas)
  • Puericultura Leve – a partir do 5º mês ( 20 semanas)
  • Última compra e/ ou trocas após o chá de bebê – 7º mês (28 semanas) 
FOTOGRAFIA:
  • Se for somente um “shot” deverá ser por volta do 7º mês (entre 25 e 28 semanas)
MODA GESTANTE:
  • Primeira compra (roupas para o dia a dia, lingeries) por volta do 3º mês (12 semanas)
  • Segunda compra (roupa para o chá de bebê) por volta do 6º mês (24 semanas)
  • Terceira compra (camisolas e lingeries para o pós parto) por volta do 8º mês (32 semanas)
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